Ataque Mágico - DNA Santástico - Santos Futebol Clube

A última partida do maior ataque do mundo, o Ataque Mágico!

Neste post saiba sobre a última partida do maior ataque do mundo, o Ataque Mágico: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe!

Em 1966, a Conmebol mudou o formato da Libertadores, permitindo que vice campeões dos países também pudessem participar. Alegando descaracterização (torneio de campeões da América) a CBD decidiu não inscrever os dois times brasileiros que tinham direito a disputa; Santos e Vasco.

O Santos aceitou não disputar, desde que pudesse ter seu time completo para as valiosas excursões (o que não aconteceu naquele ano devido as várias convocações para a Copa de 66).

Então, logo no começo do ano, o então atual pentacampeão brasileiro seguiu para o continente africano e há 56 anos o melhor ataque de todos os tempos fazia sua última partida oficial no Santos FC.

Em amistoso oficial contra o Stad Club Abidjan então capital da Costa do Marfim, os comandados de Lula golearam por 7 a 1 com gols de Pelé (2), Pepe (2 sendo um olímpico), Coutinho (2) e Lima. Essa partida foi assistida por 30 mil marfinenses e arrecadou quase 200 milhões de cruzeiros (90 mil dólares) recorde na África!

Se você pensou: 7 a 1 no Stad Club Abidjan da Costa do Marfim, também… lembre-se que no segundo semestre daquele ano o Santos goleou pelo Torneio de NY o Benfica de Eusébio, Simões, Coluna por 4 a 0 vingando a Seleção na Copa e pelo Torneio II Progresso goleou a Internazionale de Milão, então atual bicampeã da Champions e Mundial por 4 a 1.

Dorval, Melgávio, Coutinho, Pelé e Pepe – O Ataque Mágico

Isso não é oficial

No dia seguinte, o Santos entrou em campo novamente, mas para não infringir as regras impostas pela FIFA (um jogo oficial tem que ter intervalo de 48 horas) os organizadores anunciaram um jogo treino. Para descaracterizar ainda mais, para não sofrer punição, Pelé começou no gol do Santos e sofreu um gol da Seleção da Costa do Marfim. Na segunda etapa, Pelé foi para a linha, mas jogando pela Seleção local, anotando um gol que foi facilitado pelo zagueiro do Santos, Oberdan a pedido do técnico Lula, que queria ver a festa da torcida local. Orlando Peçanha, Abel e Mengálvio também atuaram do lado de lá, mas deu Santos que teve em suas linhas Joseph Blezire por 4 a 2 com gols de Dorval (2), Zito e Pepe. 20 mil pessoas estiveram presentes para ver esse jogo.

Obviamente esse jogo não entra em qualquer relação estatística, seja de gols do Pelé (tem vários que não entram) e principalmente do Santos FC, que chega a ser chato de tão exigente. Ao contrário de outros clubes, Torneio Inicio, time misto, mesmo com a maioria de titulares e até jogos que aconteceram em campos com dimensões menores nos primeiros anos do clube, são excluídos.

Precisa desenhar?

Sobre o melhor ataque de todos os tempos, conhecido no mundo como o ataque mágico de 1960 a 1966, Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe atuaram em 97 partidas pelo Santos. Foram 68 vitórias e 314 gols marcados, uma média de 3,23 gols por jogo. Nos três anos em que mais atuaram, entre 1961 e 1963, fizeram 74 jogos e marcaram 254 gols. Destes, Pelé fez 118; Coutinho, 79; Pepe, 57; Dorval, 30 e Mengálvio, 11.



Ainda sobre essa ida a África, a primeira para enfrentar um time africano, o destaque vai para um texto de 1974 do saudoso jornalista Odair Pimentel que aparece no vídeo contando uma das peculiares histórias dessa excursão, aqui, ele conta um pouco sobre o jogo, mas se confunde quanto ao adversário.

No dia 9 de janeiro, às 5 horas da tarde, desembarcávamos em Abidjan, na Costa do Marfim. Antes do pouso do avião, ainda ouvíamos as brincadeiras de Pepe a Pelé, olhando pela janelinha: “Seu povo está lá embaixo, te esperando” – dizia Pepe. E Pelé, sonolento, ainda, esforçava-se para sorrir, e não chorar, pela emoção que sentia ao descer as escadas do avião e ver cerca de 300 mil negros, gritando: “Le Roy Pelé”. Pelé o nosso Rei.

E Pelé chorava, como criança. A Mercedes Sport que lhe estava reservado como condução ao hotel, cerca de 15 quilômetros distante, embarquei eu – a pedido de Lula, pois o Rei não poderia enfrentar aquela multidão de negros, indiferentes aos cacetetes e às bombas de gás lacrimogênio dos policiais, para dispersá-los.

No carro aberto de Pelé (ele embarcou no meu, uma Mercedes também último tipo, fechado) eu saudava o público, como se fosse o próprio. Para todos os africanos que esperavam Pelé, o Pelé era eu, sorridente, atencioso, afável, como muito afeto, amor e carinho. No hotel, chorei com Pelé, afinal, era muita emoção para nós dois.

No jogo, dia 9, Pelé foi Pelé, eu fui eu, o jornalista, descrevendo a sina de um ídolo, projeção da qual eu havia me sentido um pouco. Quarenta e oito horas depois, por causa da exigência do povo africano, jogou até meio tempo com a camisa do Stade de Abidjan contra o seu próprio Santos, e fez, um gol, depois de muita insistência do falecido Lula a Oberdan para que deixasse Pelé entrar na área e marcar. Foi uma festa para eles.

Créditos: Almanaque do Santos FC de Guilherme Nascimento e o livro Santos FC: O Maior Espetáculo da Terra de Marcelo Lúcio Fernandes.

Veja também: O Ataque Mágico! #euconheci


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